A Polícia Civil intensificou as investigações sobre um grupo de mulheres suspeito de tentativas de invasão e furto a apartamentos em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Atuando principalmente nos bairros da Região das Praias da Baía, as suspeitas não têm se intimidado com a presença de sistemas de monitoramento por vídeo, utilizando disfarces para ludibriar funcionários e moradores.
O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Icaraí (77ª DP), que analisa imagens registradas no último dia 11. Os vídeos revelam um padrão de comportamento sofisticado: as mulheres utilizam trajes esportivos, fones de ouvido e celulares para simular a aparência de moradoras que acabaram de praticar atividades físicas, buscando reduzir a suspeita dos porteiros.
O modus operandi das invasoras
Em um dos registros capturados no bairro Ingá, uma das suspeitas aparece abordando o porteiro via interfone. Com naturalidade, ela afirma residir em uma das unidades do edifício. A entrada só não foi autorizada porque o funcionário realizou a checagem imediata dos registros do condomínio, desmentindo a informação e forçando a retirada da mulher.
Pouco tempo depois, a mesma suspeita foi flagrada em outro prédio acompanhada de uma comparsa. Na nova tentativa, ela forneceu um número de apartamento específico, técnica comum para tentar ganhar confiança através da precisão de dados. Novamente, a barreira de segurança impediu o acesso.
Investigação e segurança preventiva

De acordo com os investigadores da delegacia, a circulação das imagens é peça-chave para a identificação formal das envolvidas. A polícia acredita que o grupo realiza um monitoramento prévio da rotina dos edifícios antes de tentar o acesso.
O episódio ressalta a importância de protocolos de identificação. A recomendação é que porteiros nunca autorizem a entrada baseando-se apenas na aparência ou na afirmação verbal de residência, mantendo sempre a consulta à lista oficial de moradores e o contato direto com a unidade mencionada.