“Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade”
(Grândola, Vila Morena,
de Zeca Afonso)
Na noite de 24 de abril de 1974, em Lisboa, um som anunciava a mudança. Pelas ondas do rádio, Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso, serviu como sinal para o início de uma operação militar que mudaria o destino de Portugal. O país vivia há décadas sob a ditadura do Estado Novo, um regime autoritário estabelecido por António de Oliveira Salazar, que governou por cerca de 36 anos (1932-1968), e mantido, àquela altura, por seu sucessor, Marcelo Caetano. No total, o regime durou 41 anos — tornando-se uma das mais longas autocracias da Europa no século 20. Censura, repressão política e longas guerras coloniais na África haviam desgastado profundamente a sociedade portuguesa — e, sobretudo, as Forças Armadas.

Foi neste cenário que nasceu o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto principalmente por oficiais de média patente, que já não aceitavam o rumo que o país estava seguindo. Na manhã do dia 25 de abril, tropas ocuparam pontos estratégicos de Lisboa. Tanques avançaram pelas ruas, não para travar combates — e sim para encerrar a ditadura.
A população, inicialmente cautelosa, começou a sair de casa e, então, algo inesperado aconteceu: os civis passaram a colocar cravos vermelhos nos canos das espingardas e nos uniformes militares dos soldados. O gesto simples transformou a imagem de um golpe em um símbolo de união.

A resistência foi mínima. Sem apoio suficiente para reagir, Marcelo Caetano acabou se rendendo ainda naquele dia. A tirania que durara mais de 40 anos chegava ao fim com pouquíssimo derramamento de sangue — um fato raro na história política.
Transmitido pelo rádio e acompanhado nas ruas, o evento rapidamente ficou conhecido como Revolução dos Cravos. Mais do que a queda de uma ditadura, marcou o início de uma transição para a democracia e o fim das guerras coloniais portuguesas. E foi assim — com cravos em vez de balas — que um regime caiu e uma nova era começou.

Daniela Giorno é diretora de arte de Oeste e, a cada edição, seleciona uma imagem relevante na semana. São fotografias esteticamente interessantes, clássicas ou que simplesmente merecem ser vistas, revistas ou conhecidas.
Leia também “Imagem da Semana: a queda de um símbolo”
As eleições de 2026…VÃO SER FRAUDADAS P@RRAaaa!
Parem dê depositarem sua fé no processo eleitoral bostileiro!
JÁ COMEÇARAM a FRAUDAR!
O processos eleitoral bostileiro tem VAaaRIiios níveis de fraudes….VÁRIOS..e TODOS foram Usados em 2022!
As urnas eletrônicas só podem roubar, sem gerarem suspeitas que possam ser comprovadas….1,5%
Mas mesmo assim deixam rastros…que foram colocados como teoria da conspiração pelas “pesquisas “ direcionadas para apontar empate técnico com o LADRÃO Corrupto cachaçeiro com 1% na frente…e todo o complexo midiático da VELHA e corruptas imprensa!
O Mundo Ocidental NÃO VAI reconhecer as Eleições bostileiras com a atuação desse stf tse stj compostos por notórios corruptos vendedores de sentenças
Já no Brasil atual, para tirar essa ditadura esquerdopata, só no cacete mesmo! Que vai ser aplicado pela própria população mesmo por sinal, já que nem militares de verdade temos aqui!
Ia te enviar a música da Revolução dos Cravos, mas vi que você a usou como epígrafe. Um VIVA! para, tavez, a mais bela das revoluções. A das flores vermelhas.
Excelente reportagem sobre mais uma janela da história. Ditaduras têm de cair, seja onde for.
Nossos votos em outubro deste ano podem fazer cair a “togacracia” vigente. Não nos furtemos ao dever.