O Bobo: como eles dançaram em Lisboa depois da revolução!

Um filme esquecido oferece-se hoje para ser visto como nunca o foi. Um retrato exuberante da geração pós-1974, a jóia da retrospectiva dedicada a um cineasta elegante: José Álvaro Morais.

Foto
Fernando Heitor, à direita, e Vasco Pimentel na rodagem de O Bobo, de José Álvaro Morais Alexandre Delgado O'Neill
Ouça este artigo
00:00
20:32

Exclusivo Gostaria de Ouvir? Assine já

Francis Ford Coppola teve de aguentar coisas deste género nos jornais e nas televisões: Apocalypse When? O bullying atrevia-se mesmo: Apocalypse Never! A história é conhecida, já se fez lenda: três anos de rodagem na selva filipina a partir de 1976, com tufões, ataques cardíacos, um realizador ensandecido, e finalmente a Palma de Ouro em Cannes a coroar, em 1979. Já José Álvaro Morais teve direito à ironia sibilina e elegante, de luva branca e cartola, muito Oitocentos: “José Álvaro, demorais?”