Nota oficial
Quando publicamos a Vaza Toga, afirmei que a pauta havia sido oferecida a alguns dos grandes jornais do país, mas que esses veículos optaram por não publicá-la. Essa declaração é minha — não de , nem de Michael Shellenberger. No entanto, decidimos em conjunto não revelar quais foram esses veículos, por uma questão ética.
É importante esclarecer, porém, que alguns veículos não chegaram a ser contatados. Havia, por parte da fonte, o pedido de que a apuração fosse submetida apenas à chamada “grande mídia” (ou “velha mídia”) inicialmente do exterior, depois do Brasil.
Por isso, para sermos justos, é preciso registrar que, obviamente, a pauta não foi oferecida à (que publicou o nosso Twitter Files Brasil), nem à (que veiculou minha entrevista com Tagliaferro). Tampouco procuramos Jovem Pan, Brasil Paralelo e outros veículos semelhantes.
No caso da Gazeta do Povo, havia um impedimento legal: Eli Vieira deixou o regime CLT do jornal em dezembro, e há uma exigência legal que determina um intervalo de seis meses para que ele possa voltar a colaborar como freelancer. Foi justamente nesse período que buscamos veículos para publicação.
Com a Oeste, cheguei a discutir a possibilidade de publicação da versão em português da reportagem, já que eles eram citados no material. Contudo, Mike solicitou que todo o conteúdo fosse veiculado diretamente com ele.
Em relação aos veículos que recusaram a pauta, em muitos casos a negativa partiu dos departamentos jurídicos — não de jornalistas ou editores. Resta a reflexão: talvez os consultores jurídicos dos grandes veículos precisem começar a incentivar mais coragem nas redações. Apostar sempre na cautela nem sempre serve ao interesse público — nem ao jornalismo.
Feito o esclarecimento.