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PEDOFILIA Cônsul de Israel critica a polícia e a Imprensa RIO – O cônsul-geral de Israel no Rio, Eitan Surkis, viu ontem, pela primeira vez, na Delegacia de Copacabana, na zona sul, fotos apreendidas pela polícia do cônsul-adjunto israelense Arie Scher em companhia do professor de hebraico Georges Schteinberg. Em algumas fotos, os dois aparecem abraçados, nus. Em outras, cercados por menores despidas. Scher e Schteinberg são acusados pela polícia fluminense de pedofilia e envolvimento numa rede de exploração de turismo sexual de menores. O professor está preso e Scher, em Israel. Surkis esteve ontem com o titular da delegacia de Copacabana, delegado Ícaro Silva, responsável pela investigações para se inteirar do caso. Na saída, o cônsul-geral recusou-se a comentar as fotos. Mas criticou a polícia, porque não havia enviado até ontem cópia do inquérito ao consulado, à Embaixada, em Brasília, nem ao Ministério das Relações Exteriores de Israel. DOCUMENTO – “Não recebemos nenhum documento oficial das autoridades brasileiras sobre o caso”, afirmou Surkis. O delegado disse que não tem obrigação de encaminhar cópia do inquérito. “Eles não me pediram nada”, ressaltou. O cônsul-geral também acusou a imprensa brasileira de divulgar informações imprecisas. “Havia publicações incompletas”, disse o cônsul-geral. Ele referia-se à notícia divulgada de que Scher havia fugido do País, após a prisão do professor. De acordo com o consulado israelense, no Rio, o cônsul-adjunto deixou o Brasil a pedido do Ministério das Relações Exteriores de Israel para prestar esclarecimento a uma comissão especial formada para apurar a denúncia. |
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