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Jean de Brito da Silva, de 28 anos, foi preso pela polícia no gramado do Palácio do Planalto enquanto tentava ajudar idosas a se protegerem de bombas de gás | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste
Edição 250

Inocência assassinada

Preso do 8 de janeiro que tem autismo segue com tornozeleira, mesmo com pedido de absolvição da PGR

Cristyan Costa
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Incontáveis sacos de lixo amontoados no chão de terra batida, moradias precárias rodeadas de material enferrujado e cheiro de coisa estragada. É em meio a esse cenário, em Juara (MT), a pouco mais de 650 quilômetros de Cuiabá, que Jean de Brito da Silva, de 28 anos, tenta restabelecer a vida suspensa em 8 de janeiro de 2023, quando foi preso pela polícia no gramado do Palácio do Planalto enquanto tentava ajudar idosas a se protegerem de bombas de gás. Ele ficou seis meses enjaulado, sem contato com a família, ao lado de outros 12 homens em uma cela apertada na Papuda, em Brasília. Durante esse período, tomou banhos gelados, comeu mal e fez as necessidades fisiológicas na frente de todos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o denunciou por tentativa de golpe de Estado e dano ao patrimônio, entre outros crimes. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), só deu a “meia liberdade” a Silva em virtude de um laudo robusto publicado pela Revista Oeste, no qual o psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro diagnosticou o jovem com autismo e deficiência intelectual.

O catador de material reciclado Jean de Brito da Silva, em meio ao seu local de trabalho. Com autismo e deficiência intelectual moderada, ele foi preso durante o 8 de janeiro (10/11/2024) | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

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