(cache)Verde vê credibilidade fiscal jogada fora e aposta no dólar contra o real | Finanças | Valor Econômico
Finanças
Group CopyGroup 5 CopyGroup 13 CopyGroup 5 Copy 2Group 6 Copy
PUBLICIDADE
Por , Valor — São Paulo


O multimercado Verde, liderado por Luis Stuhlberger, teve em novembro valorização expressiva, de 3,29%, com ganhos extraídos de posições no dólar contra o euro e o renminbi, em posições de inflação implícita no Brasil, nos livros de ações, criptoativos e no cupom cambial. As perdas, marginais, vieram da exposição em commodities. No ano, o fundo acumula ganhos de 9,69%, próximo dos 9,85% do CDI.

No cenário que descreve como pano de fundo para suas alocações, o time da Verde diz que no Brasil a opção pelo populismo ficou patente na resolução que o governo deu para o pacote fiscal. "Depois de dois meses de idas e vindas, desidratação a olhos vistos, e críticas de todos os lados, quando finalmente um módico controle de gastos ia ser anunciado, ele foi embalado para presente junto com um corte de impostos bastante agressivo", aponta o time de gestão.

"O governo busca argumentar que o corte é 'neutro', mas sabemos que é assimétrica a probabilidade de o Congresso aprovar o corte de até R$ 5 mil (chance alta) versus a de aprovar toda uma nova metodologia de Imposto de Renda acompanhada de aumento para rendas mais altas (chance bem mais baixa)."

Ao fim, "a nesga de credibilidade fiscal que restava ao atual governo foi jogada fora e a política econômica se vê desancorada, com apenas a ação do Banco Central no sentido de controlar a inflação oferecendo algum conforto, ainda que sob a sombra do risco de dominância fiscal", alerta a equipe de gestão.

"Com este sinal de transformação do pacote de corte de gastos num trem da alegria mirando 2026, decidimos proteger a exposição do fundo aos ativos brasileiros, deixando o portfólio levemente vendido em ações e comprado em dólar contra o real."

Já o cenário global segue dominado pelos impactos da vitória de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. "A formação da equipe de governo e as primeiras declarações do presidente eleito reforçam expectativas que já vinham se consolidando: tarifas e imigração dominando a agenda, com provável pressão especialmente sobre a China", escreve o time da Verde. Já do lado fiscal, a indicação de Scott Bessent como secretário do Tesouro, e da dupla Elon Musk e Vivek Ramaswamy no Departamento de Eficiência do Governo, "por ora sinalizaram uma situação de controle das contas públicas, o que ajudou as taxas de juros longas a se manterem bem comportadas nas últimas semanas."

Na sua carta, a Verde relata que o fundo está liquidamente vendido em bolsa brasileira, e manteve sua exposição global estável. A alocação comprada em juro real nos EUA continua, mas a casa iniciou um hedge parcial em juros nominais. Na renda fixa local, segue comprada em inflação implícita longa. Em moedas, zerou a venda do euro, assim como a posição comprada na rúpia indiana, o que também justificou uma redução na posição vendida em renminbi chinês. A gestão reduziu marginalmente a posição em cripto após a boa performance recente e manteve a pequena posição comprada em petróleo, assim como os livros de crédito high yield local e global.

Verde, de Stuhlberger, vê credibilidade fiscal jogada fora e aposta no dólar contra o real — Foto: Gabriel Reis/Valor
Verde, de Stuhlberger, vê credibilidade fiscal jogada fora e aposta no dólar contra o real — Foto: Gabriel Reis/Valor
Mais recente Próxima Ouro sobe pelo 4º pregão consecutivo e se aproxima de recorde de fechamento

Agora o Valor Econômico está no WhatsApp!

Siga nosso canal e receba as notícias mais importantes do dia!

Mais do Valor Econômico

O colunista Armando Lourenzo pontua as principais características que as novas lideranças devem desenvolver para serem respeitadas

Como o sucessor de uma empresa familiar pode se tornar um verdadeiro líder?

Decisão do STF traz à tona separação entre as funções propriamente religiosas dos símbolos de fé e sua simultânea função de símbolos das tradições culturais brasileiras

José de Souza Martins: Dilemas do Estado laico

Garantir a democracia, avançar na redução da desigualdade, lidar de fato com a questão climática, reconstrução política e apoio ao multilateralismo e à multipolaridade

Fernando Abrucio: A agenda que não se pode adiar em 2025

Benny Novak, que é sócio da CiaTC, fala sobre o prazer, e as vantagens, de focar em receitas clássicas

Gastronomia 'é uma profissão sem nenhum glamour, apesar de muita gente que não é do ramo achar que tem', diz chef do Ici Bistrô

Conferência de Belém terá que apresentar caminhos para ampliar financiamento climático e implementar acordos multilaterais para conter o aquecimento global

Estado de emergência climática requer mais resultados das COPs

Resultados pouco satisfatórios em Baku devem pressionar presidência brasileira

COP30 pode ser marco na participação de empresas e sociedade

Conferência de Belém servirá como vitrine de projetos de restauração da floresta e de sociobiodiversidade

COP30 deve dar escala a soluções sustentáveis

Relativamente otimistas com o mercado, editores apontam obras que gostariam de dar neste fim de ano

Quer presentear com livros? Representantes de 16 editoras dizem quais títulos gostariam de dar

Série de conteúdos, incluindo seminários e mesas-redondas, será realizada ao longo do ano

Editora Globo apresenta projeto especial para a COP30

Drogas como Ozempic e Mounjaro podem ter resultados positivos, mas seu uso sem prescrição médica preocupa

Quais são os novos modos de lidar com a obesidade

Pelo menos dez governos estão com programas de parcelamento abertos, segundo levantamento

Estados oferecem descontos a contribuintes para recuperar bilhões de reais em tributos

Entendimento da Corte fluminense diverge de precedentes do Superior Tribunal de Justiça

TJRJ fixa tese sobre dano moral em caso de alimento contaminado

Como uma série de Picasso pode inspirar textos melhores?

A arte de eliminar o desnecessário

A realidade vivenciada pelos operadores do direito do trabalho desde a primeira tentativa em 1942 demonstra que sim

Líder global da área de mudanças climáticas da PwC avalia que a ocorrência de eventos climáticos extremos pode obrigar os países a serem mais resolutivos em suas metas

‘Meta de financiamento de US$ 300 bilhões é um ponto de partida’, diz Emma Cox

Está claro que o arcabouço é percebido como um “band-aid” fiscal, que não será suficiente para dar uma perspectiva de trajetória sustentável à dinâmica da dívida pública

Bancos reconhecem poder da tecnologia, mas apontam para obstáculos regulatórios

‘Stablecoins’ surgem como opção ao Swift

Donos das maiores gestoras de recursos do país esperam impulso para ETFs

Carteira conservadora rende 13,6% em 12 meses, segundo simulação da gestora do Nubank, que planeja fomentar segmento

Fora do ‘esforço’ comercial, mix com ETFs bate o CDI

Investidor monitora pauta fiscal e saúde do presidente; dólar retoma casa dos R$ 6, juros disparam e Ibovespa cai

No pós-Copom, ativos locais têm deterioração adicional

Onda de venda de divisas também reflete confluência de más notícias de economias em desenvolvimento, em meio ao ‘Trump trade’

Alta do dólar aciona maior queda de moedas emergentes em 2 anos

Uma possível melhora de cenário para os ativos só deve ganhar corpo caso o governo e o Congresso tomem medidas para estancar a piora na percepção de risco fiscal

Decisão do BC é bem-vista, mas insuficiente

Em sessão de grande volatilidade, dólar volta a encerrar acima de R$ 6 e juros futuros disparam

Estresse no mercado se intensifica após Copom

A IA é uma ferramenta, e cabe a nós, especialmente às lideranças atuais, decidir como utilizá-la

Lote 3 paranaense é vencido por CCR e Rota Verde fica com consórcio da Azevedo e Travassos

Apesar de estar na direção correta de maior progressividade na estrutura tributária do país, a proposta de isenção de IR até R$ 5 mil, compensada pela taxa mínima de 10% para os mais ricos, criou uma oposição desnecessária

notification icon
O Valor Econômico gostaria de enviar notificações das principais notícias para você.