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Política

Fabiana Pulcineli

Jornalista e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás. Repórter de Política do POPULAR desde 2006 e colunista da CBN Goiânia.

Mabel fala de medidas ainda na atual gestão, 'pacotaço' e plano de 8 anos

Prefeito eleito anuncia nome da equipe de transição, quer ‘tranco forte’ na Comurg e afirma que vai enxugar a máquina, ao prever ‘déficit maior’

Fabiana Pulcineli
O Jackson Abrão Entrevista desta segunda-feira (28) recebe o prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil) que acaba de vencer a corrida pelo Paço Municipal em Goiânia com 55,53% dos votos válidos. O candidato governista obteve virada inédita no 2º turno na capital e alcançou vitória para o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) em teste de força contra ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na foto, o prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil).

O Jackson Abrão Entrevista desta segunda-feira (28) recebe o prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil) que acaba de vencer a corrida pelo Paço Municipal em Goiânia com 55,53% dos votos válidos. O candidato governista obteve virada inédita no 2º turno na capital e alcançou vitória para o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) em teste de força contra ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na foto, o prefeito eleito Sandro Mabel (União Brasil). (Fábio Lima / O Popular)

No primeiro dia após a vitória na eleição em Goiânia, o prefeito eleito Sandro Mabel (UB) já fala em plano de ficar oito anos no cargo e também que quer adotar medidas ainda durante o mandato de Rogério Cruz (SD). Em entrevista a veículos do Grupo Jaime Câmara, na manhã desta segunda-feira (28), ele anunciou o primeiro nome da equipe de transição - o ex-chefe de Gabinete de Iris Rezende Paulo Ortegal - e disse que já tem em mente opções para o secretariado e projetos a serem enviados à Câmara. No entanto, não dá detalhes nem de um nem de outro.

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Do pouco que antecipa, a questão da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) deve gerar polêmica. Mabel diz que haverá um "tranco forte" e corte pela metade dos custos de serviços da empresa. "Essa companhia não pode custar mais de R$ 25 milhões por mês. Ela está custando mais de R$ 50 milhões por mês", afirmou à CBN Goiânia. Mais tarde, ao POPULAR , acrescentou que o cálculo inclui pagamentos ao Consórcio Limpa Gyn. Somados, os repasses da Prefeitura são de quase R$ 70 milhões mensais - sendo R$ 49,6 milhões à companhia e R$ 19,6 milhões ao consórcio.

Sobre questões políticas, Mabel diz que vai trabalhar por candidaturas do grupo governista em 2026 e critica o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela campanha que ele chama de "suja e horrível" na capital. "Botar candidato ruim e extremista, chega no segundo turno é pau", afirma.

Primeiras medidas

"Eu serei prefeito para toda a Goiânia. Vamos trabalhar para todo mundo. Estou começando a trabalhar a partir de amanhã (terça-feira) porque hoje eu tenho 20 entrevistas. Vou colocar a equipe de transição para trabalhar. Ontem (domingo) eu falei com o prefeito Rogério Cruz, que foi muito solícito e se colocou à disposição para iniciarmos a transição. Conversei também com muitos vereadores porque vamos precisar de muito apoio da Câmara. No dia 2 de janeiro vai ter um pacotaço com uma série de medidas. Muitas delas estão prontas (ao ser questionado pela CBN sobre o teor, respondeu que a repórter estava "curiosa" e que diria mais adiante). E durante a transição vamos ver a necessidade de outras adaptações. Serão muitas dificuldades. O primeiro ano vai ser muito difícil, mas vamos encaminhar as coisas. Vamos começar a trabalhar dentro do mandato do Rogério. Não precisa ficar esperando. Não sou gente de esperar. Vocês vão ver uma dinâmica grande."

Reforma administrativa

"Vamos fazer um enxugamento muito forte da máquina neste primeiro ano. Há um inchaço muito grande. De cinco áreas eu vou tratar pessoalmente, saúde, trânsito, Comurg, Imas e previdência, até que arrume. Gestor tem de ter meta. Eu sou empregado da cidade. Tracei a meta do meu salário. Só vou recebê-lo depois que eu botar a saúde para andar. Vou depositar em uma conta de saúde."

Fornecedores

"Vou estudar o contrato da parceria público-privada (PPP de iluminação pública) esta semana ainda e, se a empresa precisar de garantia do próximo prefeito para começar agora, nós vamos começar. Vamos falar com a empresa e com o Rogério Cruz para começar com a garantia para frente. Vamos organizar a parte de fornecedores, da saúde, do Imas. Vamos olhar o caixa, a capacidade de pagamento para o começo do ano, e aí prometer pagamento em dia a partir da data tal e renegociação da dívida para trás."

Déficit

"Só na saúde tem uma dívida em torno de R$ 500 milhões. Imas tem uma dívida que beira R$ 300 milhões. Tem muitas dívidas ainda não empenhadas, dentro do orçamento, mas existem. Tem alguns milhões de reais retidos de entidades filantrópicas, que o governo federal já repassou. A Prefeitura está usando quando tinha de repassar. Vai ficar em restos a pagar. Isso vai ser grande. No ano passado, houve cancelamento de R$ 300 milhões de restos a pagar e reempenhou no ano seguinte. Nós estimamos, com previsão de técnicos com os dados disponíveis, um déficit maior. Tomara Deus que estejamos enganados. Eu não entro para pagar folha de pagamento. Este ano vai ser difícil. Mas a partir de 2026 vamos ter R$ 1 bilhão (em geral da gestão) por ano para aplicar."

Comurg

"A Comurg vai ter um tranco forte. Essa companhia não pode custar mais de R$ 25 milhões por mês. Ela está custando mais de R$ 50 milhões. Temos de descer muito. Vamos negociar com o Consórcio Limpa Gyn, até falamos com eles sobre isso. Já falei que quero desconto de 50%. Tem de gastar menos na soma dos dois. Os dois contratos têm de custar R$ 25 milhões. Este é o nosso alvo. Não sei se vamos conseguir logo de início. E essa coisa de 200 funcionários com mais de R$ 30 mil de salários, não vai ter. O TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) considera que a Comurg é dependente da Prefeitura. Não pode, não pode. Isso inviabiliza o mandato. No nosso plano a Comurg vai faturar para fora. Você tem recolhimento de lixo de grandes fornecedores que não é feito pela Comurg. É um negócio rentável. Por que a Comurg não faz? Vai passar a fazer. A Comurg vai procurar o que fazer e vamos aumentar o faturamento. Vamos tirar da dependência. Ela vai olhar pra frente."

Secretariado

"Quero primeiro entender o tamanho do problema. Dependendo do problema, você dá o remédio. Comurg eu sei o que vai ter de colocar lá dentro. Tem de ser uma equipe de gestão muito forte. Nos primeiros cem dias, tem de fazer uma faxina, então vai ter uma contratação grande de temporários. (Sobre redução de secretarias) Uma porção delas é dispensável. Vão ser juntadas, minimizadas, com redução de cargos. Temos de informatizar muita coisa. A Prefeitura é atrasada. Um cara para trabalhar comigo tem de ter muita disposição. Eu trabalho muito cedo, até tarde. Secretário meu pode esquecer a mulher dele. Quem dorme até tarde e joga videogame não vai trabalhar comigo, não."

Transição

"Temos um nome, que é de Paulo Ortegal. Ele nos ajudou na campanha, é uma pessoa que passou por inúmeros governos, madura. Vai nos orientando e ajudando a montar a equipe. A transição não vai ser a minha equipe de gestão. Não quero confundir uma coisa com a outra. Quando eu chamar vou deixar claro que é pra ajudar na transição, não para ser secretário. Não tenho vínculo nenhum, nem com vereadores. Vou reduzir tudo (da estrutura administrativa), não sei nem o que vai sobrar. Todas vão passar por teste, por currículo. Vou contratar como contrato para a minha empresa. Todo mundo pode indicar (nomes), mas farei um filtro."

Câmara

"Nesse começo, Goiânia precisa estar com todo mundo junto. Desde ontem conversei com três vereadores que não nos apoiaram e agora querem ajudar. As pessoas querem consertar Goiânia. Para o vereador é muito ruim andar na rua e ficar recebendo cobranças. E tivemos índice de reeleição grande. Neste primeiro ano vai todo mundo ajudar muito."

Governo Lula

"Irei buscar ajuda junto ao governo Lula. É o presidente da República, é quem tem dinheiro. Já conversamos com a bancada do PT, com a deputada Adriana Accorsi sobre este assunto. Ela tem disposição de ajudar. Conversei com Olavo Noleto (secretário executivo da Secretaria de Relações Institucionais), que é representante de Goiás no coração do governo federal. Conheço muito o governo Lula porque fui líder do PL nos dois primeiros mandatos de Lula. Conheço a máquina de Brasília por dentro. Vamos buscar bons projetos desde já e garantir um dinheiro bom aqui para Goiânia."

Goiânia 100 anos

"Precisa ter uma inteligência maior. Dentro de três anos vamos ter um dos melhores trânsitos das capitais. Quem vai comandar o trânsito em Goiânia serão os ônibus. Vamos privilegiar o sistema semafórico. BRT vai funcionar que nem metrô. Tem de sair da estação e não parar em nenhum cruzamento. Senão não ganha tempo. Teremos uma sincronização forte. E vamos passar os motociclistas para linhas de ônibus e desafogar o trânsito. Em cem dias, vamos ter velocidade de pelo menos 30% a mais do que o trânsito anda hoje."

Gestão elitista

Eu tinha 27 anos e morava numa casinha pequenininha com meus filhos e, em vez de construir uma mansão para mim, eu construí mais 212 casas para os meus funcionários. Minha vida sempre foi cuidar das pessoas. Eu vou cuidar principalmente de quem precisa. Usaram (a campanha de Fred Rodrigues, PL) uma declaração minha (sobre a diarista reclamar do transporte coletivo) de forma distorcida, malandra, sem vergonha. Nosso adversário fez uma campanha suja, horrível, apoiada por Bolsonaro. Não sei como ele se prestou a ajudar uma campanha dessa. Todo mundo que trabalhou comigo cresceu na vida. Eu nunca vou ser elitista. Eu fui um homem treinado para servir. Só estava criticando o transporte coletivo."

Bolsonaro

"É um cara que ajudei muito, era meu amigo pessoalmente. Quando ele assumiu o governo, me convidou para ser ministro. Fui um dos primeiros a ser convidados. Eu não fui porque eu conhecia o jeito dele. Sabia que eu não ia durar muito tempo lá pela minha forma de agir. Então eu acabei não aceitando, agradeci. Ele vir aqui em Goiânia defender o candidato dele, tudo bem. Agora falar mal de mim, me conhecendo como me conhece? Vir com essa conversa fiada? Isso é o extremismo que perdeu eleição no Brasil inteiro. Ele perdeu a eleição em todas as capitais basicamente. Ganhou só em duas. Esse extremismo não funciona mais. Botar candidato ruim e extremista, chega no segundo turno é pau. Foi o que aconteceu aqui em Goiânia. A direita vai ganhar se for centro-direita, como eu sou. A esquerda só ganhou quando virou centro-esquerda. Antigamente o PT era tudo extremista. Eles aprenderam. A direita precisa aprender. Com Bolsonaro, com extremismo, não vai ganhar nada. Então surge aí um Ronaldo Caiado, surge um Tarcísio (de Freitas, governador de São Paulo), que já vem com uma outra pegada que é essa de vencer as eleições."

Relação com Caiado

O governador tem feito um bom trabalho e tem disposição de ajudar muito Goiânia e Aparecida. Eu tenho toda confiança de que, junto com ele, vamos fazer um bom trabalho, vamos trocar esses ônibus rapidamente. Em dois anos, vamos estar com toda a frota nova. Vamos fazer muitos programas sociais juntos, área de esporte, todas as áreas. Não tenho dúvida de que será um bom companheiro, e vamos reeleger o Daniel (Vilela, MDB),que vai assumir no lugar do Ronaldo. Eu vou trabalhar muito firme com essa candidatura do Ronaldo para presidente da República. Eu acho que ele está preparado, com esse destaque na área de segurança e tudo mais, para fazer um trabalho de centro-direita."

Inundações

"Tivemos o problema de ontem que é grave. Teremos de buscar dinheiro para bons projetos para fazermos a drenagem urbana. Algumas coisas são emergenciais. Eu sei trabalhar e vou montar uma boa equipe."

Uso da máquina

"(Sobre ações na Justiça Eleitoral por eventos no Palácio das Esmeraldas e uso do Goiás Social para favorecimento político durante a campanha). Eu não participei nem de um nem de outro. No Palácio, eu cheguei no finalzinho da conversa. O governador me disse que fez conforme o que a lei permite. O Goiás Social já acontecia antes e eu nunca fui. Nem sei como é. Não participei da ação."

Dois mandatos

Vamos entrar para fazer bastante coisa e já me preparei, desde que o governador escolheu meu nome, para ficar dois mandatos. Já tinha falado isso para a minha mulher. A Michelle (Bolsonaro) vai ter de aceitar comer o biscoito aqui por dois mandatos (a ex-primeira-dama ironizou as bolachas Mabel em evento de Fred na semana passada). Agora falando sério, o pessoal vai gostar de mim. Eu vou fazer um plano de gestão para um ano. Vou fazer tudo que eu puder fazer de emergência. Minha gestão começa agora."

Subsídio do transporte

"A tarifa vai cair daqui um ano e meio porque tem a compra dos ônibus. Nós vamos fazer esses ônibus andarem, em vez de 11 km/h, 15 km/h. Se eu conseguir andar a 20 km/h, eu preciso de metade da frota. Vou aumentar o número de viagens, melhorar o transporte e mesmo assim gastar menos. Vou racionalizar o sistema. O ônibus tem de andar que nem metrô."

Funcionalismo

"Temos de olhar em detalhes as concessões de benefícios. Há categorias que foram muito bem contempladas. De 2022 para 2023, a folha aumentou de R$ 3 bilhões para R$ 4 bilhões. Isso é falta de responsabilidade. Aumentou o porcentual sobre a receita corrente. E aí tem pressão por mais concursado, por planos de carreira. Onde cabe na questão fiscal? Só pode pensar isso se houver espaço fiscal. Arrecadação tem espaço para aumentar. Não é cobrando mais, não é aumentar imposto, mas cobrando de quem não paga. Vamos fazer uma força-tarefa de cobrança agora muito forte.

Administrações regionais

"Vamos fazer um primeiro modelo na Região Noroeste. Lá tem muitos bairros e falta de infraestrutura. Precisa ter um cuidado especial com aquela região. Teremos uma gestão diferenciada. Escolheremos um gestor que vai cuidar de tudo que acontece lá, em todas as áreas."

Alta abstenção

"Nós vamos cuidar deles (eleitores que faltaram) e vão ficar animadinhos na próxima eleição para votar. Uma parcela de 20% normalmente já não vai mesmo por questões específicas. Outra parte é de pessoas iludidas com política, não querem perder tempo em votar, não querem votar em ninguém. (Sobre Goiânia ter tido a segunda maior abstenção entre capitais) Estavam desiluidos com as propostas também. Na próxima eu te garanto que vou baixar essa abstenção."

Secretaria de Finanças

"Tenho em mente alguns nomes. Mas é importante o diagnóstico primeiro. Por exemplo, pedi um estudo sobre o tamanho da sonegação. Se tiver um porcentual muito alto, eu vou escolher um nome bom de arrecadação, que seja experiente nisso. Se o problema maior for gestão de recursos, em Brasília inclusive, aí é outro perfil de secretário da Fazenda. Eu preciso identificar o problema principal. Eu tenho três, quatro nomes na cabeça que serão escolhidos conforme a solução que precisará ser dada. Por isso, vou estar muito ativamente na transição. Vou ficar direto, não vou viajar nem um dia."

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A primeira pauta de interesse de Mabel na Câmara de Goiânia

O remanejamento orçamentário deve ser a primeira pauta de interesse do prefeito eleito Sandro Mabel (UB) a ser discutida pela Câmara de Goiânia. É que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovada pelos vereadores, ainda no primeiro semestre, com emenda de autoria de Paulo Magalhães (UB) que reduziu de 30% para 20% a fatia do orçamento de 2025 que poderá ser modificada a partir de créditos suplementares.

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O texto não foi vetado pelo prefeito Rogério Cruz (SD), e agora cabe a Mabel trabalhar pela ampliação do porcentual, considerado tímido, especialmente para um primeiro ano de gestão.

Conforme o apurado pela coluna, a defesa no grupo do futuro chefe do Executivo municipal é a de que seja retomado ao menos o índice proposto por Rogério na redação original da LDO. Na Câmara, a avaliação é a de que a mudança poderá ser realizada a partir de emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA), que foi enviada à Casa e deve começar a tramitar em breve.

Presença do MDB

Além do coordenador Paulo Ortegal, a equipe de transição de Mabel será formada por outras figuras ligadas ao MDB como Jairo da Cunha Bastos e o ex-deputado federal Euler Morais, que atuou na coordenação da campanha.

DNA emedebista

O presidente da Codego, Francisco Júnior, que atuou no plano de governo, também estará na equipe de transição. Está filiado ao PSD, mas sua origem é no MDB.

Recepção

Rogério Cruz recebeu Sandro Mabel no início da noite. O prefeito eleito volta ao Paço Municipal às 10h30 desta terça (29) para nova conversa reservada. Em seguida, os dois se reúnem com as respectivas equipes de transição.

Paciência

Circulou entre petistas santinho de Sandro Mabel na campanha de 1992. No ano em que foi derrotado por Darci Accorsi, seu slogan era "tudo tem o tempo certo".

Carregado - Pé de manga exubera frutificação no Setor Lorena Park, em Goiânia (Diomício Gomes / O Popular)

Carregado - Pé de manga exubera frutificação no Setor Lorena Park, em Goiânia (Diomício Gomes / O Popular)

Foi e voltou

O ressurgimento do santinho trouxe leituras curiosas. Uma delas, com tons de misticismo, é a seguinte: Darci retirou , à época, a chance de Mabel se eleger prefeito. Agora, 32 anos depois, Adriana Accorsi, sua filha, devolveu com parcela significativa dos quase 170 mil votos que recebeu no primeiro turno da corrida pelo Paço Municipal.

Entre tucanos

Do presidente estadual do PSDB, Gustavo Sebba, sobre a vereadora Aava Santiago: "Irresponsabilidade é ser oportunista como a vereadora Aava, que agiu pensando tão somente em beneficio próprio, algo costumeiro dela. Sou deputado estadual e tenho legitimidade para me posicionar politicamente em qualquer lugar do estado."

Continua...

Mais de Gustavo: "Diferente dela, tenho coerência. Eu acreditava que o resultado nas urnas seria esse mesmo, mas mesmo assim me posicionei por coerência e não por interesse pessoal. O PSDB é oposição ao Lula e ao Caiado, logo eu também."

Pergunta para:

Márcio Luís
Presidente da Facieg

Márcio Luís da Silva (Divulgação)

Márcio Luís da Silva (Divulgação)

Qual é a avaliação das associações comerciais de Goiânia, Aparecida e Anápolis sobre o resultado do segundo turno das eleições?

Falei com todos os presidentes destas cidades e existe muita expectativa positiva quanto aos eleitos, pelo fato de todos serem oriundos do setor produtivo, sabendo das nossas dores e das dificuldades de se empreender nesse país. Vamos trabalhar juntos.

Arremate:

Patrimônio - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizará, nesta terça (29), cerimônia para anunciar a nova portaria que estabelece diretrizes de preservação e critérios de intervenção para o Acervo Arquitetônico e Urbanístico Art Déco de Goiânia. O evento celebra a publicação da legislação de proteção do bem, tombado em âmbito federal desde 2005.

Mais tempo - A Emater Goiás e a Secretaria Estadual de Educação prorrogaram as inscrições para as primeiras turmas do Agrocolégio Estadual Maguito Vilela. Estudantes de todo o estado podem se cadastrar até dia 4 de novembro na seleção para o ensino médio integrado à educação profissional, com formação técnica em agropecuária. São 60 vagas, para duas turmas de 1ª série.

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Região Central tem maior taxa de abstenção no segundo turno

Enquanto a média da capital foi de 34,2%, a 1ª zona eleitoral da cidade registrou a falta de 36,74% dos votantes

Sem ida às urnas: Região Central de Goiânia teve o maior índice de abstenção na votação do segundo turno

Sem ida às urnas: Região Central de Goiânia teve o maior índice de abstenção na votação do segundo turno (Antonio Augusto/Ascom/TSE)

Segunda capital com a maior ausência de eleitores aptos a votar, Goiânia teve na Região Central o maior índice de abstenção na votação de segundo turno, no último domingo (27). Enquanto a média da cidade foi de 34,2%, a 1ª zona eleitoral da cidade registrou a falta de 36,74% dos votantes. Na média geral, a capital goiana fica atrás apenas de Porto Alegre (RS) (34,8%).

A região central, pela divisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/GO), envolve bairros como Setor Oeste, Leste Universitário, Central, Leste Vila Nova e Setor Sul. A zona eleitoral teve liderança de Fred Rodrigues (PL), no primeiro turno, com 30,79% dos votos, mas a segunda colocação foi ocupada pela deputada federal Adriana Accorsi (PT), com 29,67%, seguida por Sandro Mabel (UB), com 26,43%.

Apesar do movimento espontâneo de apoio a Mabel entre esquerdistas, houve definição de neutralidade formal do PT e até trabalhos pelo voto nulo ou mesmo a ausência da votação por parte de militantes que se posicionaram contra os dois candidatos direitistas.

A 1ª zona eleitoral marcou resultado em que o número de eleitores que se ausentaram (39.684) supera a quantidade que votou em Sandro Mabel (38.016). O mesmo ocorreu, com diferenças menores, nas zonas eleitorais 002, 127, 133, 134 e 136. Os índices de abstenção também ficaram acima da média da cidade na Região Sudeste (133ª zona eleitoral), com 35,07%. Na história ca capital, a maior abstenção ocorreu no segundo tunro de 2020, quando 36% dos eleitores não votaram.

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Mabel venceu Fred em todas as zonas eleitorais de Goiânia

Prefeito eleito ficou à frente do bolsonarista nas nove regiões da cidade, depois de ter perdido em oito delas na votação do primeiro turno

Fred Rodrigues (PL) e Sandro Mabel (UB) na votação: governista inverteu desvantagem e superou bolsonarista em todas as zonas eleitorais

Fred Rodrigues (PL) e Sandro Mabel (UB) na votação: governista inverteu desvantagem e superou bolsonarista em todas as zonas eleitorais (Wesley Costa e Gustavo Cruz)

Depois de largar atrás do ex-deputado estadual Fred Rodrigues (PL), a partir da votação no primeiro turno, em 6 de outubro, o ex-presidente da Federação das Indústrias de Goiás (FIEG), Sandro Mabel (UB), obteve crescimento e conseguiu virar sobre o adversário em todas as regiões de Goiânia. Levantamento do POPULAR a partir dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o candidato apoiado pelo governador Ronaldo Caiado venceu nas nove zonas eleitorais da cidade.

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A vantagem do governista variou de 5,9 pontos porcentuais, na 136ª zona eleitoral, a até 18,4 pontos de diferença na 1ª zona. A menor diferença foi registrada na Região Oeste da capital, em bairros como Vila Novo Horizonte, Jardim Vila Boa e Setor Garavelo. No primeiro turno, o ex-candidato bolsonarista havia conseguido frente de quase 3 mil votos na mesma área. Desde então, Mabel adicionou 15,2 mil votos na região, enquanto Fred subiu menos de 8 mil.

Já a maior distância de Mabel para o adversário, de quase 12 mil votos, foi registrada na Região Central, que envolve Setor Aeroporto, Jardim Goiás, Leste Universitário e Vila Nova, além do próprio Setor Central. Na primeira etapa da disputa, Fred teve a dianteira, com apenas 796 votos acima da votação obtida pela deputada federal Adriana Accorsi (PT), que ficou à frente do empresário nesta área.

Apesar da ausência de movimentos diretos do candidato eleito e de Caiado em busca dos mais de 168 mil votos recebidos pela petista, a transferência de apoios ocorreu de forma espontânea entre os esquerdistas, com meta de combater a "extrema-direita", apesar da defesa isolada pelo voto nulo ou até a abstenção. Além do Centro, Adriana ficou à frente de Mabel em outras duas regiões.

Depois de ficar com o terceiro lugar no primeiro turno, o governista saltou 15,7 pontos porcentuais à frente de Fred na Região Leste (135ª zona eleitoral), com distância superior a 11 mil votos. Além do segundo lugar de Adriana, o primeiro turno nesta área também marcou o melhor desempenho do senador Vanderlan Cardoso (PSD), que anunciou apoio ao governista no segundo turno.

Com influência histórica de sua administração na cidade vizinha de Senador Canedo, entre 2005 e 2010, Vanderlan teve 11,8% dos votos na Região Leste, contra resultado médio total de 6,57% em toda a cidade.

O cenário de maior crescimento de Mabel também se apresenta na Região Norte (146ª zona eleitoral), onde Adriana também havia pontuado no segundo lugar. A transferência de votos petistas levou o nome do UB a abrir 15,58 pontos sobre o ex-deputado estadual em bairros como Vila Itatiaia, Jardim Guanabara, e Setor Nova Vila.

No resultado geral, o prefeito eleito saiu de cenário com desvantagem de quase 24 mil votos para a vitória por 70,4 mil votos.

A maior vantagem de Fred, no primeiro turno, havia sido confirmada na 127ª zona eleitoral, que corresponde a grandes bairros da Região Sul, como Jardim América, Setor Sudoeste e Parque Amazônia. O bolsonarista abriu 7,34 pontos porcentuais, mas levou a virada e ficou atrás por 7,72 pontos.

Nesta área, Mabel partiu de 20.957 votos e recebeu, no último domingo (27), o apoio de 38.385 eleitores. Já Fred teve crescimento de 6.301 votos e chegou aos 32.883 recebidos no segundo turno.

O próximo prefeito de Goiânia também registrou vantagem de 12,4 pontos sobre o adversário na Região Sudeste (133ª zona eleitoral), que abrange setores como Bueno, Marista e Pedro Ludovico. Lá, o eleito tirou diferença de 3,6 mil votos e chegou à vitória com vantagem de 8,6 mil votos, com o total de 39.233 votos (56,2%) contra os 30.572 recebidos por Fred, que representaram 43,8%.

A Região Noroeste (147ª zona eleitoral) foi a única com vitória de Mabel no primeiro turno. A vantagem de 0,7 ponto porcentual subiu para 8,48.

A cidade é dividida pela Justiça Eleitoral em nove zonas eleitorais e cada uma tem pouco mais de 2% do eleitorado da capital, que chegou neste ano a 1,030 milhão. A 1º zona tem o menor número de eleitores aptos a votar, com 107.996. A maior delas é a 146ª zona eleitoral, com 121.526 votantes. A Região Central também engloba o menor número de bairros, com 48. Já a 134ª tem a maior quantidade de setores, com 253.

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Ao gosto do freguês

Gilberto Kassab viu o que o também craque Luiz Inácio Lula não viu, talvez por velhas idiossincrasias: o eleitor que estava dando sopa, solto, sem rumo, era o do PSDB, que oscilava entre a centro esquerda e a centro direita. Kassab adaptou o PSD e está moldando o governador Tarcísio Gomes de Freitas ao gosto do freguês - leia-se: do eleitorado tucano. Lula teve a grande sacada de atrair Geraldo Alckmin para sua vice, mas ficou por aí.

O erro original continua cegando os líderes de PT e PSDB e os dois partidos que reuniram os melhores quadros a favor da abertura política nos anos 1980, ao lado do MDB, continuam para todo o sempre como inimigos e, num abraço de afogados, afundam juntos e deixam a direita nadando de braçada.

Lula conquistou Alckmin para sua chapa e o apoio dos melhores quadros tucanos contra Jair Bolsonaro em 2022, mas encheu os ministérios com o Centrão, inclusive com os bolsonaristas PP e Republicanos. Ok, o sistema e a governabilidade exigem, mas e eleitor, os votos? Foram dados de bandeja para o pragmatismo e a sagacidade política de Kassab.

Dois anos depois da volta de Lula ao poder, o PSD coleciona troféus nas eleições municipais: maior número de prefeituras do País (887), 206 das 645 de São Paulo, cinco das 26 capitais, o controle de orçamentos de R$ 234 bilhões. E mais: domina o "triângulo das Bermudas" político e econômico do País.

Reelegeu Eduardo Paes já no primeiro turno no Rio, Fuad Noman no segundo em Belo Horizonte e quem, afinal, esteve por trás o tempo todo da aliança entre o governador Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo? Tarcísio, chamado de "líder maior" por Nunes na festa da vitória, continua no Republicanos, mas já recusou entrar no PL de Bolsonaro e seu caminho natural parece ser o PSD.

Já a esquerda só levou duas capitais: João Campos (PSB) em Recife, no primeiro turno, e Evandro Leitão (PT) em Fortaleza, numa disputa nervosa até o último minuto do segundo turno, contra o PL. Ok, os petistas não venceram em nenhuma capital nas duas últimas eleições, mas não dá para comemorar. E, no placar geral, ficou atrás do PSB e até do moribundo PSDB.

Bolsonaro alavancou nomes desconhecidos por aí afora, mas todos os cinco candidatos que chegaram na frente no primeiro turno e perderam no segundo das capitais eram apoiados por ele. Significa que tem força, não maioria. Uma super bolha, mas ainda assim uma bolha.

Quem está de olho nela, desde já, é Kassab, que sabe operar politicamente as máquinas e os orçamentos, inclusive os secretos, Pix e outros do gênero. O que estará em jogo em 2026 será a corrida ao centro, ao Centrão e, evidentemente, ao seu eleitorado.

Com que musculatura Lula, seu governo, o PT e a esquerda entram nesse jogo? E com que discurso, estratégia, quadros e compromissos? O PT está perdendo o bonde, mas Lula precisa compreender, se é que já não sabe, que não só o futuro do PT, mas da própria esquerda, está nas suas mãos.

Eliane Cantanhêde, jornalista

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