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APOL 1 - História e Historiografia do Brasil Império

Questão 1/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Aten te par a a se guin te c itação:
“Foi [... ] a par tir de fins dos anos 19 60 que in te lec tu ai s nac iona listas e de
esquer d a do Rio da Prat a pr o mo ver am So lano p ez a lí der an ti -
imperi alis ta. Esse re visio ni s mo [ . .. ] apr esenta o Par agu ai pr é - guer ra como
um p aí s pr ogressis ta, on de o Esta do teria pr opor c i onado [. . .] o bem - estar de
sua popu lação, fugindo [. . .] à subordinação à Inglat err a. [.. .] Essa teori a
c onspi r atória vai c ontr a a r eali d ade d os fat os e o te m pro vas
docume ntai s”.
Ap ós est a av al iaç ão , c aso queir a l er o t e xt o int egr alme nte , el e es disp oní vel e m: D ORATIOTO, Francisco . F. M . M aldit a gu erra : no va hi st ór i a d a G uerr a do
Par aguai. São P aul o : Co mp an hi a d as Letr as , 2 00 2. p. 1 9, 20.
Consider an do esse e xc ert o de te xto i nf ormaç ões e o s c onte údo s do li vro -
base Bras il Império: h ist ória, h ist oriogr a fia e e ns ino d e Hist ória s obre a
hi storiografia br asileir a sobre a Guer r a do P araguai, as si na le a alterna ti va
c or r eta:
Not a: 20. 0
A
A c itação ac ima é uma cr ít ica a uma ver te nte histor io g fica q ue apo nta o s intere sses ingleses
co mo o pr inc ipa l fato r ca usado r da Gue rra do Par a gua i.
Vo cê ace rto u!
No livro-ba se , há uma s ínte se do de bate h istor iog f ic o q ue buscou invest igar a s c a us as da Guerra do
P a ra gua i (livr o-base , p. 191-195). Segundo c ons ta no livro-ba se (p. 196), três ve rte ntes histor iog f ic a s
explic a ram a guerra da se guinte forma : P a ra a vertente tra diciona l m ilita r pa tr iót ic a (186 4 -1930) , a
princ ipa l ca usa da guerra foi a a titude a utoritár ia do de r paragua io , se ndo q ue o c onf lito fo i
inte rpretado c omo u m choque entre c iviliz ã o (Bras il) e ba rbá rie (Pa ra guai). P a ra o re vis ion is m o de
es querda [de 1960 a 1980], p or sua ve z, a razã o do c onflito e sta va no imper ia lis mo br itân ic o e no
proce sso de e xpa nsã o do c a pitalis mo industr ia l in g lê s . P or fim, para o neorre v ision is mo (ou
hist or iogra f ia moderna [déc a da de 1990 aos d ia s a tua is]), a gue rra foi e ss e nc ialme nte um c onf lito
inte rn o da Amé rica do Sul (livr o-base , p. 196). O e xtra to de texto c itado no e nunc ia do da questã o é
uma c t ic a a guda a o re vis io n is mo de e s querda , que inte rpretou So la n o Lopez c omo de r a nti-
im peria lista, que vis lumbr ou o P a ra guai pré -gue rra como um pa ís pr ogre ss is ta e que de fin iu os
inte re ss e s imperia lista s ingle se s c omo o princ ipa l f ator c a usa dor do c onflit o.
B
O extra to de te xto ac ima c itado é um e lo gio aos inte lec t ua is de esq ue rda que inte rpret ara m, a
part ir de fins dos a nos 1960, o Pa ra gua i p ré- gue rra co mo nação pro gress ista.
C
O trecho de te xto me nc io nado é uma co mpro vação de q ue a histo r io gr a fia sobre a G uerra do
Paragua i po uco mod ifico u s uas int epreta ções a par t ir da década de 1960.
D
A c itação e m a ná lise sob repõe os inte resses ingleses às r iva lidad es re gio na is e ntr e nações da
A mér ica do S ul co mo fa tor ca usador da Guer ra do Para gua i.
E
Para o a uto r da c itação ac ima me nc io nada, So la no Lope z fo i um impor ta nte d er a nt i-
imperia list a.
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Questão 2/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o segui n te tr echo da c ar ta que o his tori ador Var nhag en escr e veu a D.
Pedro I I em 1857:
“[ É necessário] ir assi m enfei xa ndo- as / as pr o ví nc i as/ todas e fazen do b ater
os c or aç ões dos de u ma s pro ví nc i as em f a vor dos de o utr as, infiltra ndo a
todo s nobr es se nti me nto s de pa tr i oti s mo de na ção, únic o senti men to que é
c apaz de desterrar o pr ovinc iali s mo e xc es si vo, do modo qu e des terr a o
egoís mo, le van do- nos a mor r er pela pá tri a ou pelo soberano qu e perso ni f ic a
seus inter ess es, sua honr a e su a glór ia”.
Ap ós e st a avali ão , caso q uei r a l er o te xto i nt egr almen te, ele est á disponí vel em: GUIMARÃ ES, M a noel. L. L. S alg ado. N aç ão e ci vil izaçã o nos tró picos: o
Instituto Hi stór ico e Geog r áfico Br asi leir o e o pr oj e to de u ma histór ia naci o nal. Est udos H i stóricos , R io de J an ei r o, n. 1 , p. 5- 2 7, 198 8. p. 18.
Consider an do esse e xtr a to de docu mento his tór i c o e os c onteúdos d o li vro -
base Bras il I mr io: h istória, hist ori ogr af ia e en sin o de História sobr e
identi da de nac i onal br asi leir a, assi na le a a l ter nati va c orr eta:
Not a: 20. 0
A
Var nha ge n de fe nde o a mo r às pro nc ias ac ima do a mor ao Bras il.
B
O docume nto histór ico e m q uestão é uma de fesa da s re vo ltas separa t is tas q ue aco ntece ra m
dura nte o per íodo re ge nc ia l.
C
Var nha ge n c ha ma a atenção para o per igo do sentime nto nac io na l ( nac io na lis mo), se nt ime nto
que é cap a z de gera r guerr as e co nflitos .
D
O ext rato de doc ume nto c r itica o e xces so de a mor às p ro nc ias, te ndo e m vista q ue o a mor à
pátr ia d e ver ia ser s up er io r.
Vo cê ace rto u!
Esse extrato de doc ume nto h istór ic o mostra que Va rnhage n e nte nde que o a mor à P a tria e à Naç ã o
(Bras il) deve e sta r a cima do a m or à s pro v ínc ia s. Va rnhage n c ritic a, de ss a forma , o “prov inc ia lis mo
exce ss ivo , que e nte nde se r egoís ta, e mostra a importâ nc ia do s ent ime nt o nac iona l, o na c iona lismo
(livr o-base , p. 109). Como consta no livr o-ba se , tra ta-se de uma defe sa da unida de na c iona l,
rela tivame nte a me a ça da pela s re voltas e re beliõe s ocorrida s dura nte o pe o do regencia l ( livr o -base , p.
108-1 10).
E
Var nha ge m estimu la a r iva lidade e ntre as p ro vínc ias.
Questão 3/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o seguin te fr agme nto de te xto, esc r i to pel o hist or i ador J o J osé Rei s,
o qua l teceu refle xões sobr e a tr ajet ór ia de Ma noe l J oaq ui m Ri c ardo, um
af r ic ano hauçá que de se mbar c ou n a Bahi a esc r aviz ado e falec eu, em 1865,
li vr e e r ic o:
“Par a dar conta de u ma perc epç ão mais di nâ mic a [. . .], sugi r o o ter mo
ladinizaç ão, que der i va de u m c onheci do voc ábulo na ti voe his tor ic amente
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si tuad o: l adino, o c ontr aponto do n egro novo o u boç a l. [ .. . ] [ Manoe l J oaq ui m
Ri c ar do] era ladino, af r ic ano que aprendera a e nt ender e mani pu lar mui tos
dos símb olos c ult ur ais, protoc olo s s oc iais e c ir c uitos merc anti s do Brasi l
escr avis ta, que se tornou p er i to nos c ostu mes e va lor e s do home m branco,
se m abando nar mui tos dos c ostu mes e valore s afr ic anos, e mbora sobr e
estes o s ar qui vo s só nos ofer eçam pis ta s quase a paga das. Ao mesmo
te mpo, s ua ladini zação p er c orr eu, em lar ga esc ala, a tr ilha da pa n -
af r ic anizaç ão, por assim di zer. Foi de ntr o da c omu nidade af r ic ana mais
amp la e n ão a pena s do seu gr upo é tnic o, insisto que suas proezas
puder a m ser mais be m apreci adas e tr aduzidas e m poder soc ial e
pr ova ve lmente p olí ti c o .
Após est a a valiação, c aso q u ei r a ler o t e xto int egr almen te, ele est á di s po ní vel em : REI S, J. J. D e escr a vo a ri co li bert o: a traj etória do afr ica no M ano el Jo aq ui m
Ri car do na B ahia oit ocen tista. R ev ista d e H ist óri a, S ão Pa ulo, n. 17 4, p. 15- 6 8, ja n./ju n. 20 16. p. 61 ,62 .
Consider an do es sas infor mações e os c on td os d o li vr o - base Br as il
Impér io: histór i a, histor iogr afia e en sin o de Hist ória s obre c ultur a afr o-
br asi lei ra no séc ulo XIX seg undo J o José Reis, assina le a alterna ti va
c or r eta:
Not a: 20. 0
A
Re is vinc ula- se a uma cor re nte his tor io g fica q ue va lor iza a ma nute nção de tr aços c ultura is
ét nicos a fr ica nos no Bras il o itoce nt is ta.
B
Segundo Re is, Ma noe l Joaq uim R ica rdo ma nte ve intacto s os cos t ume s e t rad içõe s ha uçás no
Bras il.
C
Re is s uge re o uso do ter mo lad ino para de finir a trajetór ia de um a fr ica no q ue, no Bra s il, se
apropr io u de cód igos c ult ur a is do s bra ncos e d e o utro s gr upos é t nicos a fr ica nos.
Vo cê ace rto u!
Alguns e s tud iosos da d iá spora afric a na na Amé ric a e nfa tiza m a noçã o de que a ide nt idade e a cultura
de ss es e sc ra vos era m transforma da s, re ss ignif ic a da s e a da pta da s. Esse prime iro grup o de e stud iosos
de sta ca , de s sa forma , a trans fo rmação c ultural dos pov os a fric a nos retira dos , de forma traumá t ic a ,
de sua terra natal (Gra ham [.. . ]). O utros pesquis adores , no e nta nto , procura m de s tac a r que, a o
chegarem do outro la do do oce ano, os afric anos busca vam vive r de ntro de sua e tnia , m antendo la ços
cultura is c om s ua te rra de origem. Esse se g undo g rupo de e s tudiosos e nfa tiza , a s sim, a man ute nç ão
de tros c ulturais é tnicos oriundos da Áfric a. Segundo es se s his tor ia dores, o fato de os nav ios
ne gre iros tra ze rem, pa ra os me smos portos na A mé ric a , muita s pess oa s de uma mes ma e tnia
contribu íra m pa ra e ssa ma nute nçã o c ultura l ( Gra ha m [. .. ]) (livro -base , p. 153,15 4). P e rc e be-se ,
nit ida me nte , que João J o Re is v inc ula -s e ao pr ime iro grup o de e stud iosos , o que pre fe re enxe rga r
transforma çã o c ultura l a o invés da manutençã o dos tra ç os é tnic os a frica nos nas Amé ric as, sugerin do o
us o do te rmo la d ino pa ra de finir c u ltura lme nte e sse s a fric a nos que se reinve nta vam do outr o la do do
Atlâ nt ic o (livro-ba se , p. 157-160).
D
Para Re is, Ma nue l Joaq uim R ica rdo co nse guiu s ua as ce nsão soc ia l e eco nô mica por co ntar
co m a aj uda de se u gr upo é t nico de o r ige m.
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E
Pan- af ricanização é, se gundo Re is, a co nvi nc ia de a fr ica no s esc ra vizado s no Bras il d e ntro
de seu gr upo ét nico.
Questão 4/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Ob ser ve a ta bela abai xo:
Cresci ment o popu lac i ona l das c i dades la tino- a meri c anas (1880- 193 0)
Cidade do xico
1.900 390 mil
1.930 Ma is de 1 milhão
Bue nos A ire s
1.895 677 mil
1.930 2 milhõe s
Va lpa ra íso (Chile )
1.880 100 mil
1.930 200 mil
Verac r uz (Mé xico)
1.900 24 mil
1.930 70 mil
Mana us
1.865 5 mil
1.910 50 mil
São Paulo
1.890 70 mil
1.930 1 milhão
Rio de J a ne iro
1.900 550 mil
1.920 Ma is de 1 milhão
Ap ós est a av alia ção, cas o q ueir a obser var a ta bela , ela está dis pon í vel e m: F ELDM AN , Ari el . Brasil Impé rio: hist ória, h isto riograf i a e ensino de Hist ória.
Curitiba: I ntersa ber es, 2 01 8. p. 212 .
Consider an do es sas infor mações e os c on td os d o li vr o - base Br as il
Impér io: históri a, historiogra fia e en sin o de Histór ia s obre urbanização
na vi rada do séc ul o XIX par a o XX, assinale a a lterna ti va c or r eta:
Not a: 20. 0
A
O cresc ime nto dos gra ndes ce ntros urba nos da A mé r ica La t ina na virada do séc ulo XI X para o
XX es te ve as soc iado à e xporta ção de ma tér ias pr ima s e à import ação de be ns ind ust r ia lizado s.
Vo cê ace rto u!
No livro-ba s e, consta c omo ocorre u um ve rt ig in oso proce s so de c re sc ime nto de gra nde s c e ntros
urbanos no Bra sil n o f ina l do s é culo XIX e in íc io d o X X, o qua l e ste ve dire tame nte v inc u la do à
construç ã o de fe rrovia s e a inova ç õe s te cnológic a s que mo d if ic a ra m a estétic a da s c ida des. O a utor do
livr o-base e xplic a que se tra ta de um proc e s so obs e rva do e m toda a A mé ric a La tina, com destaque
pa ra c ida des portuárias ou c one c tadas a o me rcado mund ia l a tra vé s de fe rrovia s. Ne sse c onte xto, ain da
conforme explic ita o livro-bas e , na d inâ m ic a do me rc a do mund ia l, a Amé rica Latina forne c ia ma ria -
prima e consumia produtos ind ustr ia liza dos. O a utor do livro-ba se e lucida , també m, que o cre s cime nto
de ss es gra nde s ce ntros urba nos e steve dire tame nte re la c iona d o ao proc e ss o migrató r io g loba l de
milhões de e uropeus e de a siá t icos rum o à s Amé ric a s (livro -base , p. 211-2 16). Ade ma is, hou ve um
se ntimento d ifus o na socie da de bra s ile ira nas ú lt ima s déc adas do impé rio, is to é, o s ent ime nto do
adve nto da mo dernida de. Esse sentime nto e ste ve v incu la do a in ovaç õe s te c nológic a s e à dim inu iç ã o
do tempo de loco moçã o por c onta da na ve gaç ã o a va por e das ferrovia s , q ue c ontribu íra m pa ra uma
se ns aç ão, també m difus a , de a ce le ra me nto do tempo histór ic o , o qua l contribu iu pa ra o
enfraque c imento da m onarqu ia . As c ida de s bra sile ira s, em s e us pr o je tos urba n íst ic os, va loriza va m o
mode lo e uropeu , c om de sta que pa ra Paris , que fo i dra stic ame nte re urbaniza da na se gunda me ta de do
c ulo XIX ( livr o-base , p. 214-221).
B
O aume nto pop ulac io na l de d iversa s c idades b ras ile iras a pa rtir de 1880 fo i um fe nô me no
nac io na l, de sco nectado d e mo vime nto s migrat ór io s globa is.
C
Há uma re lação d ireta e ntre o cresc ime nto das c idade s e o fort a lec ime nto da mo na rq uia
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bras ile ir a nos a nos fina is do séc ulo XIX.
D
As c idades bras ile iras cres c ia m, a p art ir d e 1880, ne ga ndo o mode lo de urba niz ão das urbes
europ e ias, e m um mo vime nto de va lor ização da c ultura nac io na l.
E
A cr iação de linhas de na ve gação a vapor e a co nst r ução de fe rro vias no Bras il fo ra m
interro mp idas na se gunda met ade do séc ulo XI X por co nta de uma cr ise fina nce ira.
Questão 5/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o segui n te tr echo do jorna l O Dez enove de Dez embr o, publi c ado e m
Cur i tiba em 18 54:
“É um go st o ler a gora o s jornai s da c orte! Se s es de P ar la me nto,
ilu mi nação a s, estr a das de ferr o, c ompanhia lí ri c a i taliana! Tudo o que é
belo, úti l e a gradá vel ali acha o s eu e le me nto! Co mo vai e m pr ogr esso a
nossa bela c orte! É u ma pena que ta mb é m n ão es te ja mos assi m tão
adiantados”.
Ap ós est a av ali ão , cas o q uei r a ler o te xt o int egr alme nte , el e est á dispo vel e m: P ARAN Á. O Dezenov e d e Dez embro. C ur i tib a, n. 1 0, 3 j u n. 1854. p. 2.
Consider an do es sas infor mações e os c on td os d o li vr o - base Br as il
Impér io: hist ória, histor io graf ia e en sin o de Hist ória so br e ur banização e
modernidade no Brasil no f inal do c u lo XIX e i níc i o do XX, assi na le a
al ter na ti va c orr eta:
Not a: 20. 0
A
N as últ imas década s do c ulo X IX, obse r va m- se po ucos a va nços te c no ló gicos e red uzidas
mod if icações na estr ut ura urba na das gra ndes c idades.
B
O s gra nde s ce nt ros urb a nos, no últ imo q uar te l do séc ulo XI X, t iver a m d iminu ão de
população de vido ao p rocesso migr ató r io e m d ire ção ao mundo r ura l.
C
As me lhor ias urb a nas es t ive ra m, na s últimas década s do séc ulo XIX, d ire ta me nte vinc uladas
ao sent ime nto do ad ve nto da moder nidade.
Vo cê ace rto u!
No livro-ba s e, consta c omo ocorre u um ve rt ig in oso proce s so de c re sc ime nto de gra nde s c e ntros
urbanos no Bra sil n o f ina l do c ulo XIX e in íc io d o X X, o qua l e steve dire tame nte v inc u la do à
construç ã o de fe rrovias e inova ç õe s tec nológic a s que mod if ic a ra m a e sté tic a das c idade s (livro -base , p.
211-2 16). Adema is, o a utor do livro-ba se a na lis a um se ntimento difuso na socie dade bras ile ira na s
últ imas dé c a da s do im pé rio , is to é , o s e nt ime nt o do a dvento da m odern ida de , mos trando que e ss e
se ntimento e ste ve vinc u la do a in ovaç õe s te c nológic a s e à diminu iç ã o do te mpo de loc omoçã o por
conta da na vegaç ã o a va por e das ferrovias , que c ontr ib u íra m pa ra uma se nsa çã o, também d ifusa, de
ac e le ra me nto do tempo h istór ic o ( livro-base , p. 216-2 21).
D
A partir de 1850, enq ua nto as gr a ndes potê nc ias int er nac io na is, co mo Fra nça e Inglat erra,
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cons tr a m ferro vias, es sa tec no lo gia po uco a feto u a rea lidade b ras ile ira.
E
O progresso, p ara q ue m vive u no fina l do séc ulo XI X, pode ser de finido co mo um se nt ime nto
de esta gnação, isto é, de q ue o te mpo es tar ia parado e a soc iedade po uco se mod if ica va.
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Questão 1/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Atente para a seguinte citação: 
“Foi [...] a partir de fins dos anos 1960 que intelectuais nacionalistas e de esquerda do Rio da Prata promoveram Solano López a líder anti-imperialista. Esse revisionismo [...] apresenta o Paraguai pré-guerra como um país progressista, onde o Estado teria proporcionado [...] o bem-estar de sua população, fugindo [...] à subordinação à Inglaterra. [...] Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DORATIOTO, Francisco. F. M. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 19,20. 
Considerando esse excerto de texto informações e os conteúdos do livro-base Brasil Império: história, historiografia e ensino de História sobre a historiografia brasileira sobre a Guerra do Paraguai, assinale a alternativa correta:
Nota: 20.0
	
	A
	A citação acima é uma crítica a uma vertente historiográfica que aponta os interesses ingleses como o principal fator causador da Guerra do Paraguai.
Você acertou!
No livro-base, há uma síntese do debate historiográfico que buscou investigar as causas da Guerra do Paraguai (livro-base, p. 191-195). Segundo consta no livro-base (p. 196), três vertentes historiográficas explicaram a guerra da seguinte forma: “Para a vertente tradicional militar patriótica (1864-1930), a principal causa da guerra foi a atitude autoritária do líder paraguaio, sendo que o conflito foi interpretado como um choque entre civilização (Brasil) e barbárie (Paraguai). Para o revisionismo de esquerda [de 1960 a 1980], por sua vez, a razão do conflito estava no imperialismo britânico e no processo de expansão do capitalismo industrial inglês. Por fim, para o neorrevisionismo (ou historiografia moderna [década de 1990 aos dias atuais]), a guerra foi essencialmente um conflito interno da América do Sul” (livro-base, p. 196). O extrato de texto citado no enunciado da questão é uma crítica aguda ao revisionismo de esquerda, que interpretou Solano Lopez como líder anti-imperialista, que vislumbrou o Paraguai pré-guerra como um país progressista e que definiu os interesses imperialistas ingleses como o principal fator causador do conflito. 
	
	B
	O extrato de texto acima citado é um elogio aos intelectuais de esquerda que interpretaram, a partir de fins dos anos 1960, o Paraguai pré-guerra como nação progressista.
	
	C
	O trecho de texto mencionado é uma comprovação de que a historiografia sobre a Guerra do Paraguai pouco modificou suas intepretações a partir da década de 1960.
	
	D
	A citação em análise sobrepõe os interesses ingleses às rivalidades regionais entre nações da América do Sul como fator causador da Guerra do Paraguai.
	
	E
	Para o autor da citação acima mencionada, Solano Lopez foi um importante líder anti-imperialista.
Questão 2/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o seguinte trecho da carta que o historiador Varnhagen escreveu a D. Pedro II em 1857:
“[É necessário] ir assim enfeixando-as /as províncias/ todas e fazendo bater os corações dos de umas províncias em favor dos de outras, infiltrando a todos nobres sentimentos de patriotismo de nação, único sentimento que é capaz de desterrar o provincialismo excessivo, do modo que desterra o egoísmo, levando-nos a morrer pela pátria ou pelo soberano que personifica seus interesses, sua honra e sua glória”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: GUIMARÃES, Manoel. L. L. Salgado. Nação e civilização nos trópicos: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 1, p. 5-27, 1988. p. 18.
Considerando esse extrato de documento histórico e os conteúdos do livro-base Brasil Império: história, historiografia e ensino de História sobre identidade nacional brasileira, assinale a alternativa correta:
Nota: 20.0
	
	A
	Varnhagen defende o amor às províncias acima do amor ao Brasil.
	
	B
	O documento histórico em questão é uma defesa das revoltas separatistas que aconteceram durante o período regencial.
	
	C
	Varnhagen chama a atenção para o perigo do sentimento nacional (nacionalismo), sentimento que é capaz de gerar guerras e conflitos.
	
	D
	O extrato de documento critica o excesso  de amor às províncias, tendo em vista que o amor à pátria deveria ser superior.
Você acertou!
Esse extrato de documento histórico mostra que Varnhagen entende que o amor à Patria e à Nação (Brasil) deve estar acima do amor às províncias. Varnhagen critica, dessa forma, o “provincialismo excessivo”, que entende ser egoísta, e mostra a importância do sentimento nacional, o nacionalismo (livro-base, p. 109). Como consta no livro-base, trata-se de uma defesa da unidade nacional, relativamente ameaçada pelas revoltas e rebeliões ocorridas durante o período regencial (livro-base, p. 108-110).
	
	E
	Varnhagem estimula a rivalidade entre as províncias.
Questão 3/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o seguinte fragmento de texto, escrito pelo historiador João José Reis, o qual teceu reflexões sobre a trajetória de Manoel Joaquim Ricardo, um africano hauçá que desembarcou na Bahia escravizado e faleceu, em 1865, livre e rico: 
“Para dar conta de uma percepção mais dinâmica [...], sugiro o termo ladinização, que deriva de um conhecido vocábulo ‘nativo’ e historicamente situado: ladino, o contraponto do negro novo ou boçal. [...] [Manoel Joaquim Ricardo] era ladino, africano que aprendera a entender e manipular muitos dos símbolos culturais, protocolos sociais e circuitos mercantis do Brasil escravista, que se tornou perito nos costumes e valores do homem branco, sem abandonar muitos dos costumes e valores africanos, embora sobre estes os arquivos só nos ofereçam pistas quase apagadas. Ao mesmo tempo, sua ladinização percorreu, em larga escala, a trilha da pan-africanização, por assim dizer. Foi dentro da comunidade africana mais ampla – e não apenas do seu grupo étnico, insisto – que suas proezas puderam ser mais bem apreciadas e traduzidas em poder social e provavelmente político”.   
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: REIS, J. J. De escravo a rico liberto: a trajetória do africano Manoel Joaquim Ricardo na Bahia oitocentista. Revista de História, São Paulo, n. 174, p. 15-68, jan./jun. 2016. p. 61,62. 
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Brasil Império: história, historiografia e ensino de História sobre cultura afro-brasileira no século XIX segundo João José Reis, assinale a alternativa correta:
 
Nota: 20.0
	
	A
	Reis vincula-se a uma corrente historiográfica que valoriza a manutenção de traços culturais étnicos africanos no Brasil oitocentista.
	
	B
	Segundo Reis, Manoel Joaquim Ricardo manteve intactos os costumes e tradições hauçás no Brasil.
	
	C
	Reis sugere o uso do termo ladino para definir a trajetória de um africano que, no Brasil, se apropriou de códigos culturais dos brancos e de outros grupos étnicos africanos.
Você acertou!
“Alguns estudiosos da diáspora africana na América enfatizam a noção de que a identidade e a cultura desses escravos eram transformadas, ressignificadas e adaptadas. Esse primeiro grupo de estudiosos destaca, dessa forma, a transformação cultural dos povos africanos – retirados, de forma traumática, de sua terra natal (Graham [...]). Outros pesquisadores, no entanto, procuram destacar que, ao chegarem do outro lado do oceano, os africanos buscavam viver dentro de sua etnia, mantendo laços culturais com sua terra de origem. Esse segundo grupo de estudiosos enfatiza, assim, a manutenção de traços culturais étnicosoriundos da África. Segundo esses historiadores, o fato de os navios negreiros trazerem, para os mesmos portos na América, muitas pessoas de uma mesma etnia contribuíram para,essa manutenção cultural (Graham [...])” (livro-base, p. 153,154). Percebe-se, nitidamente, que João José Reis vincula-se ao primeiro grupo de estudiosos, o que prefere enxergar transformação cultural ao invés da manutenção dos traços étnicos africanos nas Américas, sugerindo o uso do termo ladino para definir culturalmente esses africanos que se reinventavam do outro lado do Atlântico (livro-base, p. 157-160).  
	
	D
	Para Reis, Manuel Joaquim Ricardo conseguiu sua ascensão social e econômica por contar com a ajuda de seu grupo étnico de origem.
	
	E
	Pan-africanização é, segundo Reis, a convivência de africanos escravizados no Brasil dentro de seu grupo étnico.
Questão 4/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Observe a tabela abaixo:
Crescimento populacional das cidades latino-americanas (1880-1930)
	Cidade do México
	1.900 – 390 mil
	1.930 – Mais de 1 milhão
	Buenos Aires
	1.895 – 677 mil
	1.930 – 2 milhões
	Valparaíso (Chile)
	1.880 – 100 mil
	1.930 – 200 mil
	Veracruz (México)
	1.900 – 24 mil
	1.930 – 70 mil
	Manaus
	1.865 – 5 mil
	1.910 – 50 mil
	São Paulo
	1.890 – 70 mil
	1.930 – 1 milhão
	Rio de Janeiro
	1.900 – 550 mil
	1.920 – Mais de 1 milhão
Após esta avaliação, caso queira observar a tabela, ela está disponível em: FELDMAN, Ariel. Brasil Império: história, historiografia e ensino de História. Curitiba: Intersaberes, 2018. p. 212. 
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Brasil Império: história, historiografia e ensino de História sobre urbanização na virada do século XIX para o XX, assinale a alternativa correta:
Nota: 20.0
	
	A
	O crescimento dos grandes centros urbanos da América Latina na virada do século XIX para o XX esteve associado à exportação de matérias primas e à importação de bens industrializados.
Você acertou!
No livro-base, consta como ocorreu um vertiginoso processo de crescimento de grandes centros urbanos no Brasil no final do século XIX e início do XX, o qual esteve diretamente vinculado à construção de ferrovias e a inovações tecnológicas que modificaram a estética das cidades. O autor do livro-base explica que se trata de um processo observado em toda a América Latina, com destaque para cidades portuárias ou conectadas ao mercado mundial através de ferrovias. Nesse contexto, ainda conforme explicita o livro-base, na dinâmica do mercado mundial, a América Latina fornecia matéria-prima e consumia produtos industrializados. O autor do livro-base elucida, também, que o crescimento desses grandes centros urbanos esteve diretamente relacionado ao processo migratório global de milhões de europeus e de asiáticos rumo às Américas (livro-base, p. 211-216). Ademais, houve um sentimento difuso na sociedade brasileira nas últimas décadas do império, isto é, o sentimento do advento da modernidade. Esse sentimento esteve vinculado a inovações tecnológicas e à diminuição do tempo de locomoção por conta da navegação a vapor e das ferrovias, que contribuíram para uma sensação, também difusa, de aceleramento do tempo histórico, o qual contribuiu para o enfraquecimento da monarquia. As cidades brasileiras, em seus projetos urbanísticos, valorizavam o modelo europeu, com destaque para Paris, que foi drasticamente reurbanizada na segunda metade do século XIX (livro-base, p. 214-221).
	
	B
	O aumento populacional de diversas cidades brasileiras a partir de 1880 foi um fenômeno nacional, desconectado de movimentos migratórios globais.
	
	C
	Há uma relação direta entre o crescimento das cidades e o fortalecimento da monarquia brasileira nos anos finais do século XIX.
	
	D
	As cidades brasileiras cresciam, a partir de 1880, negando o modelo de urbanização das urbes europeias, em um movimento de valorização da cultura nacional.
	
	E
	A criação de linhas de navegação a vapor e a construção de ferrovias no Brasil foram interrompidas na segunda metade do século XIX por conta de uma crise financeira.
Questão 5/5 - História e Historiografia do Brasil Império
Leia o seguinte trecho do jornal O Dezenove de Dezembro, publicado em Curitiba em 1854: 
“É um gosto ler agora os jornais da corte! Sessões de Parlamento, iluminação a gás, estradas de ferro, companhia lírica italiana! Tudo o que é belo, útil e agradável ali acha o seu elemento! Como vai em progresso a nossa bela corte! É uma pena que também não estejamos assim tão adiantados”. 
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: PARANÁ. O Dezenove de Dezembro. Curitiba, n. 10, 3 jun. 1854. p. 2. 
Considerando essas informações e os conteúdos do livro-base Brasil Império: história, historiografia e ensino de História sobre urbanização e modernidade no Brasil no final do século XIX e início do XX, assinale a alternativa correta:
Nota: 20.0
	
	A
	Nas últimas décadas do século XIX, observam-se poucos avanços tecnológicos e reduzidas modificações na estrutura urbana das grandes cidades.
	
	B
	Os grandes centros urbanos, no último quartel do século XIX, tiveram diminuição de população devido ao processo migratório em direção ao mundo rural.
	
	C
	As melhorias urbanas estiveram, nas últimas décadas do século XIX, diretamente vinculadas ao sentimento do advento da modernidade.
Você acertou!
No livro-base, consta como ocorreu um vertiginoso processo de crescimento de grandes centros urbanos no Brasil no final do século XIX e início do XX, o qual esteve diretamente vinculado à construção de ferrovias e inovações tecnológicas que modificaram a estética das cidades (livro-base, p. 211-216). Ademais, o autor do livro-base analisa um sentimento difuso na sociedade brasileira nas últimas décadas do império, isto é, o sentimento do advento da modernidade, mostrando que esse sentimento esteve vinculado a inovações tecnológicas e à diminuição do tempo de locomoção por conta da navegação a vapor e das ferrovias, que contribuíram para uma sensação, também difusa, de aceleramento do tempo histórico (livro-base, p. 216-221).
	
	D
	A partir de 1850, enquanto as grandes potências internacionais, como França e Inglaterra, construíam ferrovias, essa tecnologia pouco afetou a realidade brasileira.
	
	E
	O progresso, para quem viveu no final do século XIX, pode ser definido como um sentimento de estagnação, isto é, de que o tempo estaria parado e a sociedade pouco se modificava.

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