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Terça-feira, 06.06.17 às 00:00

CPI já vê motivos para processo de cassação de Júnior

Vinícius Marques
Guilherme Baffi 2/5/2017 Francisco Júnior
O vereador Francisco Júnior (DEM), ex-secretário de Esportes

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Guilherme Baffi 2/5/2017 Francisco Júnior
O vereador Francisco Júnior (DEM), ex-secretário de Esportes

A CPI da Câmara de Rio Preto que apura fraudes nos pagamentos do programa auxílio-atleta já aponta motivos para determinar abertura de comissão processante contra o vereador Francisco Júnior (DEM), ex-secretário de Esportes durante segundo mandato de Valdomiro Lopes (PSB). A declaração é do presidente da CPI, Marco Rillo (PT), que ouviu mais quatro testemunhas na comissão nesta segunda-feira, 5, que também mencionaram devolução indevida de parte do benefício.

“Com as provas que já reunimos, considero que é caso de comissão processante. Aí fica a cargo da Câmara decidir. São situações graves de dano ao erário. Também vamos mandar tudo para o Ministério Público”, afirmou Rillo. Segundo o petista, Júnior teria “prevaricado” ao tomar conhecimento, enquanto secretário, de que um técnico ficava com parte do auxílio pago a jogadoras, e não ter comunicado o Ministério Público à época. Júnior diz que afastou o treinador.

Confirmado no relatório final o pedido de abertura de comissão processante, caberá ao presidente da Câmara, Jean Charles (PMDB), dar encaminhamento ao caso. A abertura de comissões processantes, que podem resultar na cassação do mandato, devem ser aprovadas pelo plenário, segundo o Regimento Interno da Câmara. Se o pedido for rejeitado, o caso é arquivado. Em caso de aprovação, sorteio define três vereadores para analisar a denúncia.

As atletas ouvidas nesta segunda atuam ou atuaram em equipe de vôlei do Automóvel Clube. Elas afirmaram que o ex-técnico Paulo César da Silva ficava com parte do que elas recebiam.

Paulo César foi afastado da função de técnico no final de 2015. De quatro pessoas ouvidas nesta segunda, três disseram que tinham de devolver dinheiro ao treinador. Uma delas disse não ter concordado com a devolução. Todas as testemunhas ouvidas na CPI nesta segunda pediram para não ter os nomes divulgados. Os depoimentos foram registrados pela TV Câmara. Uma das jogadoras chegou a pedir que a oitiva fosse realizada a portas fechadas, o que ocorreu.

No depoimento que mais chamou atenção da comissão, uma ex-jogadora, que recebeu auxílio até 2015, chegou a dar risada quando questionada se recebia R$ 1.530 mensais do programa. “Jamais recebi este valor. O máximo que fiquei do programa foi com R$ 400. O restante era repassado ao técnico Paulo César da Silva”, afirmou. A atleta confirmou que uma gravação de vídeo com o técnico recebendo dinheiro vivo do programa foi feita e apresentada a Júnior. O técnico só foi afastado posteriormente.

As jogadoras disseram que as justificativas do treinador para exigir a devolução da maior parte do dinheiro era para pagamento do aluguel de uma república formada por atletas e de despesas como alimentação e até mesmo de contratação de jogadoras de fora para representar a cidade em torneios.

Uma das testemunhas disse que em um dos meses que recebeu o benefício teve de repassar R$ 1 mil ao técnico com a justificativa de que o dinheiro cobriria gastos com arbitragem.

Júnior voltou a dizer nesta segunda que tomou a atitude de afastar o técnico após a denúncia. “Não concordo quando dizem que não fiz nada. Eu tomei atitude e logo (o técnico) foi afastado. Estou tranquilo em relação a isso”, disse.

Comissão quer estender prazo

A CPI do Auxílio-atleta quer mais tempo para concluir as investigações. O prazo final para a entrega do relatório da investigação termina no próximo dia 23. Segundo o presidente da CPI, Marco Rillo, porta-voz da comissão, há necessidade de ouvir mais pessoas.

“Precisamos de mais tempo. São muitas testemunhas que queremos ouvir ainda”, afirmou o petista nesta segunda. 

A relação inclui até atletas que teriam recebido o dinheiro, mas sem participar de atividade esportiva alguma. O vereador diz que pretende ouvir ainda todos os secretários de Esportes na gestão de Valdomiro Lopes (PSB), o que é inviável no prazo atual, segundo ele. Rillo disse que o pedido de mais prazo foi protocolado nesta segunda, 6. No entanto, o requerimento não estava no site da Câmara até a noite.

O Diário apurou que vereadores ligados ao ex-prefeito Valdomiro são contrários a dar mais prazo para a CPI. O argumento utilizado por vereadores, como José Carlos Marinho (PSB), é de que a CPI é “política”. Rillo diz que a manobra de impedir a prorrogação é que seria uma “política rasteira”. Marinho também é um dos ex-secretários responsáveis pela pasta que a CPI pretende ouvir. 

Outras duas comissões já foram prorrogadas, as que apuram suspeitas de irregularidades dos contratos da coleta de lixo e das obras antienchente, ambos entre Prefeitura e Constroeste. 

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