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sábado, 28 de junho de 2008

Homenagem no Centenario da Imigração Japonesa ao Brasil

Maringá celebra Centenario

com presença do Principe Naruhito

Luiz de Carvalho - carvalho@odiariomaringa.com.br

Rafael Silva O príncipe em Maringá: 5 mil no Parque do Japão à espera do herdeiro do Trono do Crisântemo (Foto: Rafael Silva)

O príncipe em Maringá: 5 mil no Parque do Japão à espera do herdeiro do Trono do Crisântemo

A lendária paciência oriental foi testada e comprovada durante a visita do príncipe Naruhito a Maringá. Devido ao atraso ocorrido na agenda do príncipe em Rolândia, onde aconteceu a festa oficial do Centenário da Imigração no Paraná, japoneses e descendentes de japoneses, alguns com idade avançada, suportaram a queda da temperatura e a chegada da noite sentados e em silêncio em uma tenda do Parque do Japão até às 18h30.
Quando finalmente o herdeiro do trono japonês chegou ao ambiente, acendeu os ânimos de quem esperou desde o começo da tarde. A aparência de cansaço foi repentinamente substituída por largos sorrisos e até gritos de alegria.
Naruhito veio a Maringá para conhecer o complexo turístico e esportivo Parque do Japão, que está sendo construído pelo governo federal e a prefeitura de Maringá em uma área de 100 mil metros quadrados no Jardim Itaipu. Ele deveria inaugurar o monumento ao Centenário da Imigração e plantar uma árvore no jardim japonês, mas devido ao atraso, limitou-se a acompanhar o descerramento da placa simbólica do monumento criado pelo arquiteto maringaense Marcos Kenji, que representa a chegada dos primeiros imigrantes japoneses e a integração com o povo brasileiro.
Das cerca de 5 mil pessoas que passaram a tarde no Parque do Japão, a maioria era de brasileiros, que também queriam participar do momento histórico.
"Para os japoneses e descendentes de mais idade, essa espera é uma prova da reverência que têm à família imperial", explicou Marina Fujisawa, que nasceu no Brasil e estudou no Japão. Segundo ela, logo após a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão foi destruído, o imperador abriu mão de sua divindade e assumiu a humanidade. Mas os mais antigos, embora saibam disso, ainda mantêm a reverência à divindade, de modo que poder estar próximo de alguém da família imperial é um momento muito especial.
Para o pioneiro Toshiro Kubota, de 85 anos, há 59 anos morando em Maringá, "não foi nenhum sacrifício esperar". Segundo ele, foi um momento importante, uma tarde de festa em que encontrou velhos amigos que não via há muitos anos. Kubota era convidado especial para a festa e pôde esperar o príncipe em uma tenda que juntou mais de 200 dos primeiros japoneses e descendentes que chegaram a Maringá. Ele foi um dos que choraram quando as flautas e clarinetes da banda Arautos do Evangelho interpretaram o Hino do Japão.
"Compensou esperar. Foi um dos momentos mais importantes de minha vida", dizia sorridente a pioneira Kazuto Morita, de 80 anos, nascida no Japão, vinda para o Brasil com 6 anos de idade e moradora há 40 em Maringá. Ela foi uma das pessoas que recebeu um aperto de mão do príncipe.


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