As cerca de 5 mil pessoas que esperaram o príncipe herdeiro do Japão, Nahurito, neste domingo (22) no Parque do Japão, em Maringá, enfrentaram atraso de duas horas e a queda da temperatura, mas saudaram o nobre com entusiasmo.
¿Qualquer sacrifício vale a pena. Um momento como este ficará para sempre na nossa memória¿, disse a professora Marina Fujizawa, que veio do Rio Grande do Sul especialmente para participar da recepção ao príncipe na inauguração do monumento alusivo ao Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil.
Marina já morou em Maringá no passado e disse que, além de seu desejo, veio por sua mãe, filha de imigrantes, que desejava ver o príncipe, mas não pôde embarcar devido problemas de saúde.
Depois da solenidades em Londrina, Cambé e Rolândia, Nahurito chegou ao Parque do Japão às 18h25. Conduzido pelo prefeito Silvio Barros (PP), o príncipe saudou as autoridades que o esperavam em torno do momento do centenário e acenou para o público presente. Depois de acompanhar o prefeito, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) e o embaixador japonês Ken Shimanouchi descerraram a placa simbólica do momento.
O nobre japonês ouviu, em inglês, uma saudação do prefeito em nome da comunidade de Maringá. Sílvio falou do empenho de toda a comunidade ¿ descendentes e não-descendentes de japoneses ¿ na construção do parque para marcar o centenário da chegada de um povo que muito contribui para o progresso do Brasil.
O príncipe foi até a cerca, saudou pessoas e dirigiu algumas palavras (que não foram ouvidas devido ao barulho). Ele próprio tomou a iniciativa de estender a mão para a pioneira maringaense Kazuto Morita, 80 anos, japonesa que chegou ao Brasil com seis anos de idade.
¿Fiquei tão emocionada que minhas pernas tremiam¿, disse a pioneira. Segundo ela, além da oportunidade de ver o herdeiro do trono de seu país de origem, ainda teve a sorte de ser cumprimentada por ele. ¿Estava muito barulho, mas deu para entender que ele estava me desejando felicidade¿.
Para o pioneiro Yoshiro Kubota, 85 anos, que chegou em Maringá em 1949, a presença do príncipe ¿entre nós é um momento inesquecível¿. Para ele, ¿além de comemorarmos o centenário da chegada dos primeiros japoneses ao Brasil, foi uma oportunidade de rever velhos amigos e conhecidos que há muitos não não encontrava¿.
Kubota era convidado especial para a festa e pôde esperar o príncipe em uma tenda que juntou mais de 200 dos primeiros japoneses e descendentes que chegaram a Maringá.
Do Parque do Japão, Naruhito seguiu para a Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema). O príncipe passa a noite na cidade e, na segunda-feira (23), retorna às 8 horas para a Acema e depois viaja para Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro.
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